sábado, 14 de maio de 2011

ELEIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA CULTURAL DOS AMIGOS DA CASA DE CULTURA POPULAR POETA ANTÔNIO ANTÍDIO DE AZEVEDO É REALIZADA NA CASA DE CULTURA POPULAR DE JARDIM DO SERIDÓ











Foi realizada ontem, dia 12 de maio de 2011, a eleição da nova direotira da Associação Comunitária Cultural dos Amigos da Casa de Cultura Popular Poeta Antônio Antídio de Azevedo, da cidade de Jardim do Seridó, uma associação privada sem fins lucrativas e autônoma, fundada em 2007 para contribuir no fomento à cultura artística em Jardim do Seridó/RN.

Durante o tempo hábil para inscrição das chapas, foi registrada uma chapa  (chapa 01) formada pelos associados:  Gilberto Valdeger de Azevedo (músico e historiador), Marcos José da Silva (educador, filósofo e poeta) ,Mário Fernandes Sobrinho (educador, historiador e poeta), Mônica Sabino de Oliveira (educadora e atriz), Aldjapatricia  de Azevedo Cunha (educadora), Denilson Félix Aragão (músico), Antônio Ferreira Dantas Júnior (educador, historiador, músico e articulador cultural), Antônio Gregório de Azevedo Filho (articulador cultural), Diógenes de Araújo Santiago (ator),  Gilvani Alves da Silva - Vavá Pan (educador e músico) , Edjanir Ramos de Azevedo (músico), José da Noite de Medeiros (educador e pesquisador).

A eleição foi caratezizada pela democracia e transparência, percebidas na comissão eleitoral, associados  candidatos e associados votantes.

Na oportunidade, foram apurados 39 votos para a chapa 01  e 02 votos brancos, totalizando 41 sócios votantes.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

NA PONTA DA PENA DO CARCARÁ

ESSA SENHORA
Marcos Jardim


Vejam essa senhora ao nosso lado:
O que a fez um dia
Arrumar-se, toda faceira
Vestir-se de vaidade
Apaixonar-se e se entregar
E se despir ...

Sentir dores inimagináveis
Perder noites e dias em vigílias.

Quantas orações tecidas!
Quantas canções de ninar!

E diz a ciência:
Que não é mais que útero, ovários, trompas,
Varizes, seios ...

E ainda mais: potássio, cálcio, carbono ...
: pó.

Reparem nessa senhora:
Olhos de adivinho
Mãos de timoneiro
Braços de lavrador.

Onde procuramos o ouro, a prata, o diamante
Faz-se de veio, a mina.

Onde procuramos a água, o sal
Faz-se de poço, a fonte.

E, se um dia a trairmos e estraçalharmos sua alma
E, se na fuga não existirem mais caminhos
E, se a escuridão tomar conta de nós

Ela ainda estará à porta
Essa incansável senhora

A abrir-se

Coberta de luz.


terça-feira, 3 de maio de 2011

BANDA MUSICAL EUTERPE JARDINENSE

 

A década de 50 do séc. XIX foi um momento de diversas transformações políticas, econômicas e culturais naquele local hoje denominado de Jardim do Seridó, as quais se podem citar a criação da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, a emancipação política do município com elevação da Povoação da Conceição do Azevedo a categoria de Vila do Jardim e a instalação do município com o funcionamento da Câmara Municipal. Acompanhando esse ambiente de mutações, desenvolveram-se iniciativas voltadas também para a prática artística e cultural na ‘futura’ cidade. Assim sendo, no ano de 1859, foi fundada na então Vila do Jardim pelo Tenente Coronel da Guarda Nacional Manoel Idelfonso de Oliveira Azevedo (pai do Cel. Felinto Elísio) a banda de música batizada de “Sociedade Musical da Vila Conceição do Azevedo”, inicialmente composta em sua maioria por lideranças políticas do local - como o próprio fundador -, integrantes da organização paramilitar conhecida como Guarda Nacional e seus familiares, como Antônio de Azevedo Maia Neto (Antônio Padre) que era pai do fundador da associação musical e capitão da Guarda Nacional e José Rodrigues Viana, cunhado do Ten. Cel. Manoel Idelfonso de Oliveira Azevedo.

Somente no ano de 1906 – quarenta e sete anos após a sua fundação -, sob a regência do farmacêutico Dr. Heráclio Pires, a agremiação musical passa a pertencer ao Governo do Município de Jardim do Seridó, havendo nesse momento também a alteração de sua denominação para Banda Musical Euterpe Jardinense, em alusão a musa mitológica Euterpe, filha de Mnemosina, a deusa da memória e de Zeus, a qual segundo a cultura grega significa “plena alegria” ou delícia, sendo essa considerada a musa da alegria e da música.

Com a municipalização da Associação Musical (a partir de agora denominada de Banda Musical Euterpe Jardinense), o engajamento de indivíduos de outros setores da sociedade local provavelmente pôde tornar-se mais acessível, visto que nesse momento, essa tenha passado a pertencer ao setor público, sendo percebido aí também, uma participação mais ativa da igreja para com a banda de música local, custeando inclusive instrumentos musicais, os quais possivelmente eram antes adquiridos pelos próprios integrantes da banda. A partir dos primeiros anos e décadas do século XX, percebeu-se que pessoas de vários estratos sociais da cidade ou de outras localidades enveredaram-se na arte da música instrumental, aprendendo e tornando-se músicos, ou até mesmo atuando como regentes, tendo como exemplo, o regente e compositor Felinto Lúcio Dantas, da cidade de Carnaúbas dos Dantas.

Durante a II Guerra Mundial, a Banda Euterpe participava ativamente das manifestações de apoio ao Brasil, por meio de desfiles que aconteciam durante esse período, desfiles os quais eram acompanhados pela população durante todo o percurso, apreciando os acordes e melodias executadas em forma de dobrados e marchas.

O período tido como “áureo” da Euterpe – motivado pelo destaque que a filarmônica adquiriu e de sua visibilidade no cenário estadual, assim como em outras regiões do país -, foi durante a década de 70. Sob a regência de Jaime de Medeiros Brito, a Euterpe participou de festividades religiosas e apresentações em várias cidades do RN e em eventos culturais na capital do Estado, chegando a representar o Rio Grande do Norte no Campeonato Nacional de Bandas de Música promovido pela FUNARTE e apoiado pela Rede Globo de Televisão.

Após Jaime Brito ter deixado a regência da instituição musical, o Sr. Valdemar Antônio de Souza e posteriormente José de Oliveira Meira, assumiram a regência da banda e deram continuidade ao trabalho realizado pelo antecessor, tanto no que concerne ao desenvolvimento musical como disciplinar, além das inúmeras participações em encontros, eventos cívico-religiosos e campeonatos, nesses últimos, sempre despontando nas primeiras colocações.

Além de Jaime de Medeiros Brito, Valdemar Antônio de Souza e José de Oliveira Meira, é interessante destacar dentre os trinta e cinco maestros que brilhantemente contribuíram para a história da Euterpe os mestres: Felinto Lúcio Dantas, Severino Ramos de Azevedo (Galinho) e Ronald Moreira de Castro.

Atualmente, a Banda Euterpe Jardinense tem à frente o Sr. Orilo Segundo Dantas de Melo, talento nato da música seridoense, que por sinal é o maestro com maior tempo de atuação na filarmônica (dezoito anos), músico reconhecido pelo seu dom de compor e construir arranjos, os quais fazem parte do repertório de filarmônicas de todo Rio Grande do Norte e de algumas cidades da Paraíba, tendo inclusive peças musicais gravadas por bandas e orquestras do estado.

Por fim, o povo jardinense deve se orgulhar de ter uma instituição musical como essa em sua cidade, que mescla sua história com a própria história do município, desde sua fundação até os dias atuais, perpetuando sua arte às vezes considerada arcaica e “fora de moda”, mas que na verdade é incompreendida por alguns que não entendem a beleza, a necessidade e a relevância de uma filarmônica no desenvolvimento ou mesmo no cotidiano de uma sociedade. 

Por: Antônio Ferreira Dantas Junior (Junhão)

Fonte: http://coretojs.blogspot.com/2009/08/comemoracoes-pelo-sesquicentenario-da.html

segunda-feira, 18 de abril de 2011

PERSONALIDADES DA CULTURA JARDINENSE: MAESTRO ORILO SEGUNDO


Orilo Segundo Dantas de Melo - conhecido popularmente como “Segundo”, nasceu na cidade de Ouro Branco-RN no dia 28 de junho de 1971, sendo filho caçula de Orilo Dantas de Melo e Iraci dos Anjos Sales. Aos sete anos de idade, mudou-se para a cidade de Jardim do Seridó, onde por meio do seu irmão Bartholomeu dos Anjos Sales, conhecido como Bartho - que cantava especialmente hinos sacros  durante os eventos religiosos - entrou em contato pela primeira vez com a música. Através daquelas composições, Segundo passou a entender o uso dos duos entre vozes, já que ele sempre executava a segunda voz. Nesse mesmo período, o referido irmão passou a ensinar-lhe a tocar violão.

Mas foi com a harmônica (realejo) e a flauta doce que Orilo começou a trilhar o seu caminho na música, instrumentos os quais também foram executados por este em encontros e eventos religiosos em igrejas.

No ano de 1981, ingressou na escola de música da Banda Musical Euterpe Jardinense. Na época, a escola era dirigida por Francisco Azevedo, (Neném de Chicó), que foi o seu primeiro professor de leitura musical e solfejo. Todavia, por motivos pessoais teve que adiar o seu sonho de fazer parte da Euterpe, o qual veio a acontecer no ano de 1984. Além da Euterpe, Orilo tocou em conjuntos musicais como Banda Mithos, Raízes do Som, Orange Som, Banda Paraíso e Banda Sygnus, apresentando-se também em várias casas noturnas e na noite em geral.

Em 1990, Orilo assumiu a função de contramestre na qual permaneceu por um ano e meio. Em primeiro de abril de 1993, assume a regência da Banda Musical Euterpe Jardinense, cargo que ocupa até hoje, sendo este o regente que atuou por mais tempo (16 anos) nesta banda durante toda a sua história.

Com sua competência, habilidade, humildade, amistosidade, e senso de justiça, Segundo conquistou/conquista a amizade e o respeito de todos os músicos da Euterpe, tendo como conseqüência, o ótimo desempenho da banda em suas execuções e apresentações, as quais sempre provocam como reação, o aplauso contagiante e intenso do público.

Desde seu ingresso na Euterpe até o presente momento, Orilo compôs inúmeras composições, consideradas por apreciadores e conhecedores da música em vários estados do Nordeste brasileiro como verdadeiras “obras primas” da música instrumental nacional.

A seguir, algumas Composições de Orilo Segundo Dantas de Melo:

Dobrados:

1. Poeta Orilo Dantas;
2. Esquerdista;
3. Mestre Galinho;
4. Normando Nunes;
5. Dobrado Nº 05;
6. Dobrado Nº 06;
7. Prefeito Manoel Paulino;
8. Carlos Lacerda;
9. Manoel Felipe Nery;
10. Artifícios;
11. Mozart dos Santos Medeiros;
12. Eremita;
13. Edson Medeiros;
14. Henry Purcell;
15. Mão-de-Ferro;
16. Fantoche;
17. Jotilde;
18. Amigos de Sempre;
19. Dr. Edimar Medeiros Dantas;
20. Professor Moreira;
21. Padre Jocimar Dantas.

Valsas:
22. Dolores Portela;
23. Duas Lembranças;
24. Dona Luzia.

Marchas Graves:
25. Dona Iracy;
26. Padre Lucena.

Frevos:
27. Euterpe no Frevo;
28. Neném no Frevo;
29. Zé Meira no Frevo;
30. Vassourinha Outra Vez;
31. Carnavalesco;
32. Açúcar.

Frevo Canção:33. Eu Brinco Até Cair (Orilo/Sílvio Melo)

Choros:
34. O Passarinho;
35. Complicado;
36. Recordando o Sax;
37. Carlinhos no Choro (Orilo/Sílvio Melo);

Fantasias:
38. Alegrai-vos;
39. Flores para Ti;
40. Letárgica.

Arranjos:41. Yesterday;
42. Besame Mucho;
43. Tico-Tico no Fubá;
44. Clássicos em Marcha I;
45. Clássicos em Marcha II;
46. Caçador de Mim;
47. Bandeira Branca;
48. Aquarela Brasileira;
49. As Rosas não Falam;
50. Branca;
51. Andanças;
52. Qualquer Coisa;
53. Bridge Over Troubled Water;
54. Carinhoso;
55. Raul Seixas Vive;
56. Tributo a Elino Julião;
57. Tributo a Elvis Presley;
58. Amor Perfeito;
59. Que Nem Maré;
60. Abalou;
61. Scorpions;
62. Jardim, 150 Anos;
63. Her Shadow of Your Smile;
64. Sonda-me;
65. A Padroeira;
66. Tu És Senhor;
67. Como Uma Onda;
68. Criança Feliz;
69. Feliz Ano Novo;
70. Pout-Porri Natalino;
71. Final Feliz;
72. Beijo;
73. Cruzeta do Bem;
74. Iêda Cunha;

Baiões:
75. Capiau
76. Alma Nordestina

Temas:77. Tema Abertura;
78. Tema Nº 01;
79. Tema Nº 02 - Luzes;
80. Tema Jeane;

Hinos:81. Hino do Sesquicentenário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição (Orilo/Bartho);
82. Hino do Sesquicentenário de Emancipação Política de Jardim do Seridó (Orilo/Bartho);

Diversas:83. Prece e Lamento (para violão com flauta);
84. Quase Nada (para violão);
85. Laser (para violão)
86. Minueto (para violão);
87. Desertos (valsa para violão);
88. I, You And The Sax (para quarteto).
Por: Antônio Ferreira Dantas Júnior (Junhão)
Fonte: http://coretojs.blogspot.com/2009/06/serie-personalidades-da-musica.html

sábado, 16 de abril de 2011

NOVO AGENTE DE CULTURA É NOMEADO PARA CASA DE CULTURA POPULAR DE JARDIM DO SERIDÓ/RN


O ex-tesoureiro da Irmandade de São Sebastião e Nossa Senhora do Rosário de Jardim do Seridó-RN, assume o cargo de Agente de Cultura da Casa de Cultura Popular Palácio Poeta Antônio Antídio de Azevedo,  pertencente à Fundação José Augusto. A nomeação foi publicada hoje, dia 16 de março, no Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Norte.

Diego Marinho de Gois é Bacharel e Licenciado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Especialista em Geopolítica e História pela Fundação Francisco Mascarenhas e Mestrando em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da UFRN.

Durante a graduação atuou nas áreas de História Cultural e Social, tendo a questão das festas religiosas e do negro como problemática de pesquisa. Dos contatos mantidos com os Negros do Rosário de Jardim do Seridó-RN surgiu o convite para ser o tesoureiro da Irmandade de São Sebastião e Nossa Senhora do Rosário.

Atualmente, está voltado para a História Social e Urbana, sendo o espaço, a cidade e a modernidade áreas nas quais desenvolve suas pesquisas, tendo como objeto de estudo a cidade de Jardim do Seridó-RN do início do século XX.

A indicação para o cargo foi do Prefeito Jocimar Dantas.

Fonte: http://negrosdorosario.blogspot.com/2011/04/ex-tesoureiro-da-irmandade-do-rosario.html

terça-feira, 12 de abril de 2011

TONS DO BRASIL APRESENTA PROGRAMA SOBRE A DANÇA DO ESPONTÃO DE JARDIM DO SERIDÓ



A dança do espontão realizada pelos Negros do Rosário de Jardim do Seridó-RN foi destaque no programa de rádio Tons do Brasil, produzido pela NPM - Núcleo de Produções Musicais de Minas Gerais e veiculado em uma rede 75 emissoras de rádio do Brasil e do exterior. O objetivo do programa é ser uma vitrine da diversidade musical e cultural brasileira.

A referida dança foi destaque no quadro "Tradição Popular", que busca mestres populares e pesquisadores que possam falar um pouco (de forma bem didádica) sobre as manifestações culturais populares do nosso país. O programa é um sucesso de crítica e audiência em diversos estados brasileiros e é apresentado pelos jornalistas Daniella Zupo e Roger Deff. O quadro foi gravado pelo ex-tesoureiro da congregação, o historiador Diego Marinho de Gois, que relatou o significado da Dança do espontão e da tradição dos Negros do Rosário. Todas as edições do programa podem ser ouvidas no site da NPM .

Fonte: marcosdantas.com